A crase é um fenômeno onde dois sons iguais se juntam formando apenas um. Por exemplo, quando pronunciamos "Gravata azul", escutamos "Gravatazul".
Na maioria dos casos, o sinal grave (`) é utilizado para sinalizar um tipo específico de "crase", que ocorre na escrita, quando um a (que é uma preposição) ocorre juntamente com um a que pode ser um
artigo
pronome demonstrativo (aquela, aquele, aquilo) ou
pronome relativo (a qual, as quais).

Observemos o exemplo abaixo:
Vamos a + a farmácia?
Vamos ( a a ) farmácia?
Vamos à farmácia?
Na oração acima, o verbo "ir" é usado na modalidade padrão da língua com a preposição "a":
"Quem vai, vai a algum lugar".
Quando esse verbo se une ao seu complemento "farmácia", que, no caso, é precedida pelo artigo "a", ocorre a "fusão/união" dos dois sons
"Vamos à farmácia".
Perceba que o uso do sinal grave também ocorre se "farmácia" estiver no plural "as farmácias" ou se for precedido de pronome "aquelas farmácias".

Vejamos:
Vamos a + as farmácias?
Vamos ( a as ) farmácias?
Vamos às farmácias?
Vamos a + aquelas farmácias?
Vamos ( a aquelas ) farmácias?
Vamos àquelas farmácias?

Mas como saber quando usar o sinal grave? A resposta é simples!
Devemos olhar para os dois lados, como fazemos ao atravessar a rua.
Vamos a ( ) farmácia?
Vamos ( ) a farmácia?
Vamos à farmácia?

Analisemos uma oração como a abaixo? Seria um contexto de uso do sinal grave?
As provas foram entregues a ( ) alunas.
As provas foram entregues ( ) as alunas.
As provas foram entregues às alunas.
O sinal grave também é usado em expressões adverbiais do tipo: à noite, às vezes, à tarde…
Os jornais chegaram às 8h.

Esse uso, muitas vezes, é útil para evitar ambiguidades, como nas sentenças abaixo em que o uso do sinal grave modifica o sentido das sentenças:
Chegou a noite.
Chegou à noite.
Pintou a mão.
Pintou à mão.
Chegamos ao final da teoria! Que tal praticar os conhecimentos resolvendo algumas atividades? Selecione o nível e vamos em frente!
Para mais detalhes, consulte Linguística, gramática e aprendizagem ativa (Ed. Pontes, 2017, 2024).